A começar de pesquisas etnográficas realizadas são de 2009 em Corumbá, na beira Brasil-Bolívia, procuro compreender algum aspectos ns relações de poder que se tornam adicionar visíveis pela meio da analisado dos conflitos sociais entre brasileiros e bolivianos. Para organizar os principalmente temas relacionado nessa pesquisa, o itens está compartilhado em n ° 3 partes. Na primeira, abordo as interseções entre nacionalidade e etnicidade como critérios de classificação social na fronteira e together representações estigmatizantes para os bolivianos produzidas no lado brasileiro. Na segunda, discuto as estratégia de trabalho dos bolivianos em Corumbá em torno do o negócio informal, relacionando etnicidade e nacionalidade com as oportunidades de trabalhar e as para moldar de organização social. Pela fim, nas considerar finais, busco compreendo quais os efeito sociais da deslegitimação progressiva a partir de bolivianos no lado brasileiro, manifestados naquela políticas de ao controle e vigilância na fronteira, der partir da criminalização ns práticas de trabalhar informal

Fronteira; Nacionalidade; Etnicidade; Conflito; Corumbá


Through ethnographic studies conducted since 2009 in Corumbá, in the Brazil - Bolivia border, I seek to clear some elements of power relations that become much more visible through a analysis of social conflicts between Brazilians and Bolivians. To organize a main issues involved in this research, ns article is split into 3 parts. In the primeiro part, I will certainly discuss a intersections in between nationality and ethnicity as criteria para classification at ns border e the pejorative representations of Bolivians created on ns Brazilian side. In the second part, i discuss the work tactics of Bolivians in Corumbá in the informal economy, relating ethnicity and nationality with job opportunities and forms of sociedade organization. Finally, ns last component of a paper seeks to understand the social effects that the progressive delegitimization that Bolivians on a Brazilian side, manifest in politics control and surveillance at the border, and through a criminalization of sem culpa work practices

Border; Nationality; Ethnicity; Conflict; Corumbá


A vizinhança de Corumbá-MS, fundada em 1778, cura torno de 100 mil população (IBGE 2010) e isso é situada na fronteira com a Bolívia, der partir das cidades de Puerto Quijarro e Puerto Suarez, em uma área de grande fluxo de compatriota e mercadorias. Aos longo de seus história, Corumbá recebido migrantes alguns regiões do brasil e de diversificado nacionalidades e etnias, principalmente são de Paraguai e da Bolívia, além disso de sírios, libaneses e palestinos (chamados na bairros de "turcos" alternativamente "árabes"), assim como português e italianos, entrou outros.

O rio Paraguai, navegável desde o atualmente estado de Mato Grosso, passando pela Corumbá, Assunção (Paraguai), desaguando no rio Paraná, chegando vir porto de Rosário (Argentina), indo até as cidades de Buenos Aires e Montevidéu, promovido a bicicleta de pessoas de diversas nacionalidades pela chave platina. É preciso ressaltar mas que esta foi ~ (e mas é) uma área ocupada por etnias nativo inseridas durante que hoje elas territórios do brasil e da Bolívia e eu imploro seu perdão já transitavam, há grandemente tempo, pelas atual fronteiras esses países. Além disso, a cidade tem um importante contingente militar (e estatal) que anunciar uma grande rotatividade de compatriota de vários estados do Brasil, ministérios que implica grande diversidade cultural e social. A fronteira (seja em efetua da defende nacional e da presença dá aparato estatal, seja por oportunidades de negócios) denominações um no principais fatores de incentivar de compatriota para a região e favorece oportunidades de trabalho alternativamente de ascensão social e econômica, presente utilizada gostar de um recurso essa e simbólico através esses elenco sociais.

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Em 2009, iniciei minha pesquisas etnográficas em Corumbá, procurando voce entende principalmente os conflitos adentraram brasileiros e bolivianos na fronteira em torno do o negócio informal (Costa 2010DAS, Veena & POOLE, Deborah. 2008. "El estado y sus márgenes. Etnografías comparadas". Cuadernos de Antropología Social, 27:19-52., 2011_____. 2011.""Fechar der fronteira": rituais, estratégia políticas e mobilização social em Arroyo Concepción/ Puerto Quijarro - Bolívia". In: G. V. L. Da Costa; E. A. De praia & M. A. M. Oliveira (orgs.), fronteira em foco. Série fronteiras 3. Campo Grande: editor UFMS .pp. 149-170., 2013a_____. 2013a."O muro invisível: der nacionalidade gostar discurso reificado na fronteira Brasil Bolívia". Tempo Social, 25:141-156., 2013b_____. 2013b."A igual Bras-Bol, em Corumbá-MS: contas sobre o comércio informal na fronteira Brasil-Bolívia". Contemporânea - revista de sociologia da UFSCar, 3:467-489., 2014_____. 2014. "Táxis na fronteira: disputa pelo lugar, colocar da rua em Corumbá/ Ladário (Brasil) Puerto Quijarro/ Puerto Suarez (Bolívia)". In: Antônio rafael Barbosa; Brígida Renoldi & marcos Veríssimo (orgs.), (I)Legal: etnografias em uma beira difusa. Vol. 1. 1a.ed.Niterói: editor da UFF. Pp. 141-161.). Os conflitos devem está dentro vistos, são de Simmel (1964_____. 1971. On individuality and social forms. Chicago/ London: ns University that Chicago Press.), que apenas em seus lado negativos, mas como uma forma de interação social específica, em o que as contradições entre as partes envolvidas acabam através criar uma espécie de unidade a partir de suas tensões. Outro enfrentar muito divirta-se da obra de Simmel denominada o facto de o que o conflito representa a base para a mudado nas sociedades, o que adquire um matiz característica nas área de fronteira nacionais, gostar de espaços em permanente construção e negociação.

Ao estudar os conflitos, não pretendo negar der importância de outras para moldar de interação, sediada em relação de reciprocidade adicionando horizontais entre brasileiros e bolivianos na fronteira, e muito menos desconsiderar jurídico de trocas culturais e sociedade na região. Ministérios que pretendo desvendar são alguns aspectos do relações de poder, o que se tornam acrescido visíveis, empiricamente, através dos meio da analisado dos conflito sociais. Parto dá pressuposto de o que as diferenças, vir mesmo tempo em o que são formas de classificação, objetificam esses relações de poder.

Essas reflexões estabelecem um diálogo com o pensamento de um são de precursores são de estudos de fronteiras nacionais na Antropologia brasileira, roberto Cardoso de Oliveira. Naquela respeito das relações entrada nacionalidade e etnicidade, naquela afirma:


É assim que em ambas os lado da fronteira se pode confirme a existência de contingente populacionais não necessariamente homogêneos, contudo diferenciados para o presença de indivíduos ou grupos pertencentes naquela diferentes etnias, sejam ela autóctones ou indígenas, sejam provenientes de outros países cabelo processo de imigração. Ora, isso confere à igreja ortodoxa inserida no contexto de beira um grau de diversificação étnica que, adicionar à nationale natural alternativa conquistada do o conjunto populacional de um e de outro lado da fronteira, cria uma situação sociocultural extremamente complicado (Cardoso de Oliveira 2006:107).


A partir dental perspectiva, podemos indagar: o que as relações que se estabelecem entrada identidade, etnicidade e nationale na beira Brasil-Bolívia? como articular a concepção de fronteira estatal alcançar as fronteira sociais e simbólicas na região? que os significados são de conflitos adentraram brasileiros e bolivianos, para além dos fatores econômicos? De que comportamento as políticas de segurança e de repressão ~ por comércio informal e ilegais reproduzem, na prática, falar e representações sobre ministérios "outro" na fronteira?

Para tentativa responder der estas questões, este artigo está dividido em três partes. Na primeira, abordo as interseções adentraram nacionalidade e etnicidade gostar critérios de aulas na fronteira e as representações estigmatizantes cerca de os bolivianos produzidas no lado brasileiro. Na segunda, discuto as estratégias de trabalhar dos bolivianos em Corumbá em torno do empresas informal, relacionando etnia e nacionalidade abranger as oportunidades de trabalho e alcançar as formas de albergar social. Por fim, nas considerações finais do artigo,busco voce entende quais os efeitos sociais da deslegitimação progressiva são de bolivianos durante lado brasileiro, manifestados dentro políticas de controle e vigilância na fronteira, em torno da criminalização do práticas de atuavam informal.

Dessa forma, pretendo mostrar como os modos de classificada os bolivianos em Corumbá, em conjunto com a situação do trabalho precário e informal a que esses elenco sociais sim de recorrer porque o sobreviver na região, acabam reforçando os estigmas o que recaem sobre ministérios grupo. É naquela partir entre eles situação eu imploro seu perdão os coloca como desclassificados sociais, à margem da sociedade, que se legitimam e elas postas em realista as políticas atual de restrição e ao controle dos bolivianos, sob o paradigma da legalidade e da garantia pública.

nacionalidade e etnicidade na beira Brasil-Bolívia

Há fazendo regiões de fronteiras certamente espaços sociedade de circulação, de rubor e trocas, alternativa mesmo de "hibridismo" cultural que eles vão muito além da o negócio e dá dogma da soberania. As fronteira são espaço de contínua reinvenção identitária e cultural, proposta um dinamismo próprio. Pela sua vez, isto interações na fronteira também são permeadas por conflitos. Existe, então, a ereção de discursos e representações eu imploro seu perdão se baseiam no princípio de identidade contrastiva1 1 "A precisão contrastiva olhar se constituir na criatura da precisão étnica, i. E., na base da qual isto é se define. Implicar a afirmação do nós diante dos outros. Enquanto uma pessoa ou um grupo se confirme como tal, o faz como em vez de diferenciação em conexão a alguma pessoa ou grupo com que se defronta. É uma identidade que surge através dos oposição. Ela não se afirma isoladamente" (Cardoso de Oliveira 2003:120). (Cardoso de Oliveira 2003_____. 2003. "Identidade étnica, demarcação e manipulação". Sociedade e Cultura, 6(2):117-131, jul./dez.) e acabam reforçando outras fronteira sociais e culturais. A noção de fronteira, entendida tanto como faixa dos a principal nacionais quanto como construção social e simbólica de limites entrada grupos, ele deve ter ser pensada em ajustar para dar conta dos fenômenos aqui estudados (Pimenta 2011RIBEIRO, M. L. O. 2011. O língua e naquela Escola de fronteira como fatores de inclusão social de children e adolescentes em Corumbá (BR) e Puerto Quijarro (BO). Teses de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em estude Fronteiriços, Universidade federal de Mato Grosso são de Sul.). A própria beira estatal que deve ~ ~ "naturalizada", ou seja, analisada como um "dado" em face das outras fronteiras simbólicas e sociais, lá ela ~ é ajuda de processo judicial classificatórios, que ~ ~ sempre presente construídos ~ por longo são de tempo.2 2 Agradeço a generosa leitura crítica e together sugestões feitas pela antropóloga e professora Dra. Da UNIOESTE, Regina Coeli Machado e Silva. Agradeço até os discutir e os diálogos com o antropólogo Álvaro Banducci Junior, professor Dr. Da UFMS. Eventuais problema e incompleto deste itens são, porém, de minha inteira responsabilidade.

Torna-se importante entender gostar se dar os jurídico de mestre social pela meio no quais se segurar as distinções adentraram "nós" e os "outros" na beira Brasil-Bolívia aos longo do tempo. Em primeiro lugar, observa-se eu imploro seu perdão grupos dominantes, sobretudo no decorrer lado brasileiro, impõem dele "poder de nomeação" ao bolivianos, objetivando suas ranking dos "outros", e criam, der partir dos discursos, os privado grupos sociedade e suas hierarquia (Bourdieu 1989BOURDIEU, Pierre. 1989. Ministérios poder simbólico. Fluviais de Janeiro: bertangang Brasil.). Por essa forma, constata-se uma assimetria de poder na que está apresentada a ideas de superioridade-inferioridade manifestada nos falar e fazendo práticas dá lado brasileiro. Isto constituam também a ereção de preconceitos e de dominação simbólica no bolivianos, então como determina as habilidade de digitar ao trabalho formal e vir direitos.

A nacionalidade inventar uma catálogo central na determinação dos residente fronteiriços, "que organiza o espacial cotidiano, determina o acesso a direitos alternativamente define naquela situação de estrangeiros, e é estado para tornar-se humana na determinação local" (Grimson 2003GUAYGUA, Germán. 2009. "Parentesco andino en la constitución de trayectorias y rede migratórias hacia España". Tinkazos, 12(26):147-162. :18). Durante entanto, diferente da fronteira Brasil-Argentina pesquisar por este autor, naquela identidade na beira Brasil-Bolívia pode ser problematizada não apenas através critérios de nacional (brasileiros/ bolivianos), mas também através critérios étnicos (índios/ não índios). Havido uma dupla alteridade do boliviano em aterrissam brasileiro: vir mesmo tempo em que é visto como um "outro" nacional (estrangeiro), denominada representado gostar um "outro" indígena, duplicando, em compridas medida, emprego estigma social que recai sobre ministérios grupo. Grande parte dos migrantes e moradores bolivianos na fronteira tem, de fato, deles origem nós Aymara alternativamente nos Quéchua (do altiplano), além disso dos Kambas e são de Chiquitanos, ns terras baixas.

Como se operacionalizam, dentro contexto, então distinções étnicas? De o que forma naquela etnicidade constitui um padrão de hierarquização e organização social na beira Brasil-Bolívia? para responder naquela estas questões, faremos uma apresentação revisão do ideia de etnicidade nos fábrica de Fredrik Barth e roberto Cardoso de Oliveira.

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Para Barth (2000BARTH, Fredrik. 2000. "Os grupos étnicos e suas fronteiras".In: ministérios guru e emprego iniciador e outras variações antropológicas. Fluviais de Janeiro: Contracapa. Pp. 25-68. ), elas as fronteiras, do processos de exceto e inclusão, e não o conteúdo cultural, que definir os grupos pessoas e explicam seus persistência. Fazendo palavras dá autor, "torna-se óbvio que as fronteiras étnico permanecem apesar do fluxo de pessoas que as atravessam" (Barth 2000BARTH, Fredrik. 2000. "Os grupos étnicos e sua fronteiras".In: o guru e ministérios iniciador e é diferente variações antropológicas. Fluxo de Janeiro: Contracapa. Pp. 25-68. :26), alternativamente seja, as distinções étnicas depender justamente da interação social abranger o "outro" e algum de uma diferença "naturalizada" alternativamente anteriormente definiram pelos contraste culturais. Portanto, naquela identidade nação é construída e convertido na interação entrada os grupos sociais, contribuir para organizar, inclusive, ministérios teor então interações. Outro dotes importante levantado através Barth diz respeito à "atribuição" e vir critérios de pertencimento como propriedades fundamentais da etnicidade. Segundo ministérios autor, der distinção pessoas ocorre enquanto uma humana se vejo como ajudando de um grupo étnico distinto e assim é vista, em efeito de padrão específicos, por aqueles que algum fazem ajuda do grupo.

De maneira se assemelha a Barth, roberto Cardoso de Oliveira (2003_____. 2003. "Identidade étnica, demarcação e manipulação". A empresa e Cultura, 6(2):117-131, jul./dez.) aponta naquela importância do comunicação para der diferenciação étnica, que não se base nunca em 1 "essência" eu imploro seu perdão distinguiria os grupos sociais. Observa-se, então, gostar os atores sociais identificam-se e são identificados através outros nessas regiões em situação de "cultura a partir de contato", disto é, com um "conjunto de representações (em o que se incluem até os valores) que um agrupados étnico faz da situação de contato em que está inserido e nós termos da qual classifica (identifica) naquela si ter e os outros" (Cardoso de Oliveira 2003_____. 2003. "Identidade étnica, delimitação e manipulação". Empresa e Cultura, 6(2):117-131, jul./dez.:130).

O autor acrescenta vir debate der dimensão do conflito e das assimetrias de poder nessas interações, assim como der ideia de que a identidade étnica capaz manipulada por ator sociais em situações ambíguas, como as fronteira nacionais. Para Cardoso de Oliveira, as características estruturais do processo de identificação étnica são: